terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Carboidratos na Atividade Física


Os carboidratos são os principais nutrientes envolvidos no fornecimento de energia ao organismo. Além de fornecer energia, os carboidratos desempenham outras funções no nosso corpo, como preservar a massa muscular através do fornecimento de energia aos músculos, facilitar o metabolismo das gorduras e garantir o bom funcionamento do sistema nervoso central.
Inicialmente, os carboidratos ingeridos são transportados pela corrente sangüínea até o fígado na forma de glicose, onde podem ser transformados em gordura, armazenados sob a forma de glicogênio, ou liberados na corrente sangüínea para que sejam levados a outros tecidos, como o muscular. O glicogênio - cadeia de moléculas de glicose - é a forma de armazenamento de glicose no fígado e no músculo.
O glicogênio armazenado no fígado pode ser reconvertido em glicose e liberado no sangue para atender às necessidades energéticas de todo o organismo. O glicogênio armazenado em uma determinada fibra muscular atende direta e exclusivamente àquela fibra.
A dieta de um praticante de atividade física, assim como a de um não praticante deve conter em maior quantidade alimentos fonte de carboidratos (pães, cereais, macarrão, batata, torradas) devendo compor cerca de 60% do total de calorias fornecidas pela alimentação.
Isto porque os carboidratos servem de matéria-prima para a produção do glicogênio muscular, que é a primeira e a principal fonte de energia utilizada durante o exercício, sendo a redução dos estoques deste nutriente o fator determinante da fadiga muscular. Também são essenciais após a atividade física, para repor os estoques de glicogênio depletados no exercício, beneficiando assim a recuperação muscular e preparando o músculo para atividades subseqüentes.
O consumo do carboidrato correto, em quantidades adequadas, no horário apropriado, garante um melhor resultado na prática da atividade.

Os carboidratos classificam-se segundo o tamanho da sua molécula em:
§ Monossacarídeos: glicose, frutose, galactose
§ Dissacarídeos: sacarose, maltose, lactose
§ Polissacarídeos: amido, celulose, glicogênio (animal)

De acordo com o comportamento de cada tipo de carboidrato em relação a taxa de esvaziamento do estômago, sua absorção e oxidação, podemos fazer sua indicação de consumo nas fases de treinamento ou competição (antes, durante e depois – recuperação).
O gasto diário de energia durante os treinos dependerá, obviamente, da intensidade e da duração dos exercícios, mas varia entre 35 – 50 kcal / kg / dia, sendo estas distribuídas corretamente e equilibradamente durante todo dia.

Antes do Exercício
A alimentação antes do treino ou competição deve acontecer entre 3 a 4 horas antes do início da atividade, com quantidades reduzidas de gorduras e fibras - para facilitar a digestão e não causar desconfortos durante a atividade - moderadas em proteínas e rica em carboidratos para fornecer energia suficiente para seu treino ou competição.

Durante o Exercício
Nos primeiros estágios do exercício, a maior parte da energia obtida dos carboidratos deriva do glicogênio muscular. À medida que o exercício prossegue, a utilização do glicogênio muscular diminui, contribuindo menos para as necessidades de carboidratos durante o exercício. A redução da dependência do glicogênio muscular é compensada por uma maior dependência da glicemia para obtenção de energia proveniente dos carboidratos.
Os exercícios prolongados sem ingestão de carboidratos podem resultar em fadiga, uma vez que não há glicemia suficiente para compensar a depleção de reservas de glicogênio muscular. Embora os atletas possam ficar hipoglicêmicos, ou seja, apresentar um quadro de baixa glicemia, menos de 25% sofrem de sintomas, como tonturas e náuseas. A maioria dos atletas costuma apresentar, em primeiro lugar, fadiga muscular local.

Depois do Exercício
Após a atividade física, os objetivos da alimentação são fornecer adequado aporte de energia e carboidratos para repor o glicogênio muscular e assegurar rápida recuperação. Recomenda-se uma ingestão de carboidratos de 1,5 g/kg de peso nos primeiros trinta minutos após o término do exercício, seguido de refeições fracionadas de 2 em 2 horas com maior aporte de carboidratos.
As bebidas esportivas são excelentes opções para o consumo antes, durante e depois da atividade física, pois além de conterem os carboidratos necessários ao organismo em todas as fases, hidratam de maneira completa o corpo, diminuindo ainda mais o risco de fadiga, prolongando o tempo da atividade física.

Fonte: GSSI www.gssi.com.br



DICAS PARA PREVENÇÃO DAS DOENÇAS PROVOCADAS PELO CALOR

                                                   

O tópico “doenças provocadas pelo calor” recebeu bastante atenção após algumas trágicas experiências de atletas em clima quente. As doenças provocadas pelo calor podem atingir qualquer pessoa em clima quente e é um assunto que os atletas precisam conhecer – e saber como preveni-las.

10 DICAS PARA “VENCER O CALOR”


  • Reconheça os sinais precoces da desidratação. Incluem: urina amarelo escuro, perda de energia, tontura, perda de coordenação, cãibras, dor de cabeça ou fadiga incomum. Se não tratada, outros sintomas mais graves podem surgir.

  • Faça aclimatação. A aclimatação é a adaptação corporal ao ambiente quente. Aumente a intensidade e a duração dos exercícios gradativamente nas duas primeiras semanas de treino. A maioria dos casos de doenças provocadas pelo calor acontecem nos 2 ou 3 primeiros dias de treino.

  • Beba. Depois da aclimatação, as necessidades de ingestão de líquidos precisam aumentar porque as perdas pelo suor aumentarão.

  • Mantenha os líquidos à mão. Os líquidos devem estar à disposição durante os exercícios, treinos e jogos.

  • Não confie na sede. Beba durante a prática de exercícios para minimizar as perdas no peso corporal, mas não exagere.

  • Beba. Não despeje. Jogar líquidos sobre sua cabeça pode ser muito agradável, mas não vai ajudar a repor os líquidos corporais ou diminuir a temperatura corporal.

  • Pratique exercícios de manhã ou no final da tarde. É nesse período que o dia está mais fresco. Evite também o sol direto para minimizar o calor irradiado pelo sol e as superfícies quentes.

  • Vista-se de acordo com o clima. Manter-se fresco quando está quente significa usar menos roupas e retirar acessórios como o capacete durante os intervalos com freqüência.

  • Faça intervalos. Aumente a freqüência e a duração dos intervalos de descanso para ajudá-lo a manter-se hidratado e com a temperatura corporal mais baixa.


Se sentir…

Faça isso


Desidratação


   Queda na energia e no desempenho





   Cãibras musculares

A ingestão de bebidas esportivas com pequenas quantidades de carboidratos acelera a absorção, previne a fadiga e fornece energia. Evite bebidas carbonatadas ou contendo cafeína.

Pare a atividade, faça um alongamento suave e massageie os músculos atingidos pela cãibra. O consumo de uma bebida esportiva que contém sódio (mínimo de 110 mg/240 mL) pode reduzir o risco de cãibras musculares.

Exaustão pelo calor


 Tontura, vertigem, calafrios ou perda de coordenação







   Náusea/Dor de cabeça


Faça a reposição de líquidos. A reidratação é crítica. Descanse em um local fresco e com sombra até que todos os sintomas desapareçam. Se a tontura persistir, deite com as pernas para cima, para promover a circulação para a cabeça e depois procure atendimento médico.

Descanse em local fresco até que passe a náusea. A reidratação é crítica; beba lentamente conforme a náusea desaparece. Deitar-se geralmente ajuda a aliviar a dor de cabeça. Não recomece os exercícios se qualquer sintoma persistir.

Insolação


   Alta temperatura corporal




   Confusão ou perda de consciência
  


Imediatamente resfrie o atleta fazendo uma imersão em água gelada e procure pronto atendimento médico.

Confusão ou perda da consciência podem indicar insolação.
A insolação é uma emergência médica que exige assistência médica imediata.


Os sintomas acima mencionados de desidratação, exaustão pelo calor e insolação não são cumulativos, o que significa que um atleta pode apresentar insolação na ausência dos outros sintomas. Esses são apenas alguns sintomas, alguns atletas podem apresentar outros. Procure atendimento médico imediato aos primeiros sinais de sintomas graves ou fora do comum.

Fonte: www.gssi.com.br

A Importância da Hidratação

O consumo adequado de líquidos antes, durante e depois a prática de uma atividade física é uma prática nutricional de fundamental importância para otimizar o desempenho e proteger a saúde e o bem-estar de quem está se exercitando.
Nosso corpo é formado basicamente de água, que corresponde a 60% do nosso peso. Quando estamos nos exercitando a temperatura do corpo aumenta rapidamente e começamos a suar para eliminar o calor. Neste processo, perdemos líquidos e sais minerais como sódio e potássio, fundamentais para o bom funcionamento do organismo e, se não houver reposição deste líquido o organismo ficará desidratado.
A desidratação reduz o volume do sangue. A freqüência cardíaca aumenta à medida que o coração faz mais esforços para atender ao organismo que tenta manter o suprimento sangüíneo para os músculos ativos e órgãos vitais.
A desidratação causa fadiga precoce e um superaquecimento, por conta do suprimento inadequado de sangue. Isso explica porque a desidratação compromete o desempenho e aumenta o risco do surgimento de doenças provocadas pelo calor.
Até mesmo um pequeno grau de desidratação pode afetar negativamente o desempenho, ainda mais se o exercício estiver sendo realizado em condições ambientais quentes. A desidratação afeta a força muscular, aumenta o risco de cãibras e hipertermia, afeta o desempenho e a recuperação.
Durante o exercício é preciso evitar a desidratação consumindo uma quantidade de líquidos equivalente a que o organismo está perdendo através do suor. Isto normalmente é um problema já que a sede não é um bom indicador das necessidades hídricas. Geralmente quando estamos com sede é porque nosso organismo já está com um déficit de líquidos de 2% do peso corporal.
 
Entendendo o suor

A maioria dos atletas não percebe quanto realmente transpiram e nem a rapidez com que podem se desidratar. Por exemplo, jogadores de futebol podem perder de 1,5 a 3 litros de suor durante um treino ou jogo intenso com 90 minutos de duração, principalmente em locais de clima quente. Ainda que as pessoas transpirem de maneira diferente, a perda de líquidos pode causar problemas para todos os atletas.
Se os líquidos perdidos com o suor não forem repostos, a desidratação e a fadiga precoce são inevitáveis.
Como isso não demora muito para acontecer, é importante que os atletas registrem seu peso corporal antes e após os exercícios intensos. Mesmo a perda de 2% dos líquidos corporais (aproximadamente 1,6 kg ou aproximadamente 1,5 litros para um atleta de 80 kg) pode comprometer seriamente o desempenho, causando fadiga e afetando as habilidades cognitivas.
A desidratação também:
•  aumenta o risco de lesão;
•  aumenta o risco de doenças provocadas pelo calor.
Os sinais de advertência da desidratação incluem*:
•  Dor de cabeça
•  Fraqueza
•  Fadiga
•  Vertigem
•  Irritabilidade
•  Cãibras musculares
* Esses sintomas também podem estar associados com um estado de hiponatremia (quando ocorre a falta de sódio através de uma hiperhidratação), que requer atenção médica imediata.  

Quanto devemos beber?

Como os atletas diferem quanto ao tamanho corporal, taxas de suor e tipos de treinamento, é impossível recomendar uma estratégia de hidratação comum a todos os atletas.
A hidratação adequada é a ingestão de quantidades suficientes para reposição das perdas ocorridas com o suor, sem ser excessiva, pois o excesso pode causar um grave problema chamado hiponatremia.
Atletas que sabem o quanto suam durante o exercício conseguem entender melhor o quanto de líquido precisam repor. As taxas de suor podem variar dependendo do clima ou da intensidade do exercício. Uma boa maneira de se medir o índice do suor por hora é a seguinte:

Peso perdido durante o exercício (em gramas)
+
A quantidade de líquidos consumidos durante o exercício (em ml)
=
Quanto DEVERIAM estar bebendo

Por exemplo, se um atleta perde 700 g (700ml) durante o exercício e consome 300ml, deveria beber 700ml + 300ml, ou seja, 1000ml por hora durante exercícios sob condições semelhantes. Nesse exemplo, a ingestão de 250ml a cada 15 minutos solucionaria o problema.
Atletas podem conferir seu estado de hidratação durante o dia verificando a cor da sua urina. A urina de uma pessoa bem hidratada tem uma aparência semelhante à de uma limonada. Em uma pessoa desidratada, que produz menos urina que o normal, a aparência é mais escura.

Hidrate-se de maneira eficaz com Gatorade:
Antes do exercício: beba 250 – 600ml de Gatorade até 2 horas antes
Durante o exercício: beba Gatorade a cada 15 ou 20 minutos; a quantidade de ingestão de Gatorade nesta fase deve ser calculada para que corresponda à quantidade perdida com o suor ou o mais próximo possível a este valor, como indicado anteriormente
Após o exercício: pouco mais de 1L de Gatorade para cada Kg de peso perdido

Fonte: GSSI – www.gssi.com.br

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz 2012!!! Dicas sobre Alimentação e Atividade Física

Atingir as necessidades de energia é uma das principais prioridades para qualquer praticante de atividade. O principal combustível utilizado pelo corpo durante a prática de exercícios é o carboidrato, que é armazenado nos músculos como glicogênio – uma forma de estoque de carboidrato. Durante o exercício, as reservas de glicogênio muscular podem ser esgotadas, principalmente quando a atividade dura mais que 90 minutos. Como a quantidade de glicogênio que o corpo pode armazenar é limitada, é importante que os atletas façam uma reposição das reservas de glicogênio entre sessões de exercícios. Alcançar as necessidades de energia pode ajudar a melhorar o desempenho durante a prática esportiva, assim como aumentar a força e resistência global.
Durante o treinamento, os praticantes de atividade física podem precisar de um número de porções de cereais, frutas e vegetais até superior ao recomendado. Para ajustar sua dieta as suas necessidades consulte um nutricionista, com experiência em nutrição esportiva.


Para atingir as necessidades de energia:
ü  Faça lanches freqüentes durante o dia, ingerindo uma variedade de alimentos incluindo alimentos fontes dos quatro grupos (carboidratos, proteínas, gorduras e sais minerais);
ü  Dê ênfase aos carboidratos complexos (massa, arroz, grãos integrais), frutas, verduras e legumes.


Mantenha-se Hidratado


Suar é uma maneira eficaz de diminuir a temperatura corporal, mas o suor pode causar a desidratação, principalmente durante a prática de exercícios no calor. Mesmo uma desidratação leve pode prejudicar o desempenho de maneira significativa. É essencial que os atletas bebam líquidos em abundância antes, durante e depois do exercício para repor os líquidos e sais minerais perdidos pelo suor. Para que essa reposição seja feita com sucesso, escolha uma bebida esportiva que contenha de 4 a 8 % de carboidratos e sais minerais.


Dicas de hidratação:
ü  Antes do exercício (2 a 3 horas antes): beba aproximadamente 400 a 600 mL de líquidos;
ü  Durante o exercício: beba 150 mL a 250 mL, a cada 15-20 minutos;
ü  Após o exercício: reponha as perdas pelo suor – beba 1 litro para cada quilo de peso perdido durante o exercício.

                                                                                                                                                                                                                    

E a Proteína e a Gordura?


Muitas pessoas acreditam que uma dieta rica em proteínas e pobre em gorduras é a resposta para o melhor desempenho. Apesar de ser verdade que a proteína é importante para reparar tecidos musculares
após o exercício, pesquisas indicam que a necessidade de proteína da maioria dos atletas pode ser alcançada com uma dieta bem-balanceada. No caso de atletas que fazem treinamento de força e de endurance, realmente as necessidades de proteína podem ser aumentadas.


Boas fontes de Proteína:
ü  Carnes, peixes, aves, leite, queijo e ovos;
ü  Combinações de leguminosas e cereais (exemplo: arroz e feijão).


A gordura fornece energia e vitaminas lipossolúveis que são importantes para bom funcionamento do organismo. Estudos científicos mostram que tanto dietas ricas, quanto pobres demais em gordura, têm efeitos negativos à saúde.


Para ter uma ingestão “saudável” de gordura em sua dieta:
ü  Dê preferência a carnes magras, aves, peixes;
ü  Prefira ingerir produtos a base de leite desnatado;
ü  Evite queijos amarelos (exemplo: queijo prato, mussarela), creme leite e alimentos muitos gordurosos.



Fonte: GSSI – Gatorade Sports Science Institute
          www.gssi.com.br





domingo, 25 de dezembro de 2011